.png?width=1000&height=600&name=image%20(39).png)
A Contagem de Células Somáticas (CCS) é um dos principais indicadores de saúde da glândula mamária e de qualidade do leite em fazendas leiteiras. Quando o número de células somáticas sobe no tanque, o sinal de alerta acende: há algo acontecendo no rebanho que precisa ser entendido e corrigido.
Mais do que um número no laudo, a CCS alta representa perda de produção, queda na qualidade do leite, risco de perda de bonificações e aumento de custos com tratamento e descarte. Por isso, identificar a origem do problema e agir de forma estratégica é fundamental para a rentabilidade da fazenda.
Neste conteúdo, vamos entender o que significa CCS alta no tanque, como investigar a origem e quais medidas ajudam a reduzir esse indicador no dia a dia.
A CCS representa a quantidade de células presentes em 1 mL de leite, principalmente células de defesa (leucócitos) e células de descamação do epitélio da glândula mamária. Em vacas saudáveis, com úbere em bom estado, a CCS tende a ficar até cerca de 200 mil células/mL. Valores mais altos geralmente indicam inflamação, quase sempre associada à mastite.
No Brasil, normas como a Instrução Normativa nº 76 do MAPA estabelecem limite máximo de 500 mil células/mL (média geométrica trimestral) para o leite cru refrigerado, reforçando a importância do controle da CCS para acesso ao mercado formal e à remuneração por qualidade.
Quando a CCS do tanque sobe, o problema não está em uma vaca isolada, e sim no conjunto do rebanho. É um indicador de que existe mastite clínica, subclínica ou animais crônicos contribuindo para aumentar a média.
Antes de pensar em “produto para baixar CCS”, é essencial entender de onde vem a CCS alta dentro do rebanho.
Encontrar a origem da CCS elevada é um trabalho de investigação, que passa por algumas etapas-chave.
1. Analisar o histórico da CCS do tanque
Comece olhando os relatórios de CCS ao longo dos meses:
Esse histórico ajuda a direcionar se o problema é pontual ou crônico.
2. Separar por lotes e grupos de animais
Dividir o rebanho em grupos (primíparas, vacas de alta produção, fim de lactação, recém-paridas) permite identificar onde está a maior concentração de casos. Em muitos rebanhos, por exemplo, vacas no pós-parto e animais mais velhos são os principais contribuintes para a CCS do tanque.
3. Usar testes de triagem na fazenda
Dois testes são fundamentais para encontrar vacas problema:
Animais positivos nesses testes devem ser avaliados com mais atenção e, quando necessário, ter o leite segregado e tratado de acordo com orientação técnica.
4. Investigar o tipo de mastite: contagiosa ou ambiental
Quando possível, a coleta de amostras para cultura microbiológica ajuda a identificar se o problema vem de agentes contagiosos (como Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae) ou ambientais (coliformes, outros estreptococos, etc.).
Saber qual é o perfil predominante orienta o plano de ação.
Embora cada fazenda tenha suas particularidades, alguns fatores aparecem com frequência quando a CCS do tanque está alta:
Reduzir a CCS exige constância, não ações pontuais. Algumas medidas-chave:
Com essa disciplina, a CCS tende a cair de forma consistente, trazendo mais bonificações, mais leite vendido e um rebanho mais saudável.
Enxergar a Contagem de Células Somáticas apenas como um número de punição do laticínio é perder a chance de aprender com o indicador. Quando bem acompanhada, ela se torna uma aliada da gestão: revela como está a saúde do úbere, mostra se os protocolos de ordenha funcionam e indica se há gargalos de ambiente ou equipamento.
Reduzir a CCS é um processo que começa no entendimento do problema, passa por ajustes diários de manejo e depende de uma equipe bem treinada e alinhada.
Apaixonados por educação para o campo! Incansáveis. Ilimitados. Somos um time de talentos, prontos para realizar, para encantar e mais prontos ainda para transformar.
Rua Paulino de Faria, 1269
Centro, Delfim Moreira | MG
Escola Técnica e Processo Seletivo:
+55 (35) 99853-3466
