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Como o melhoramento genético pode beneficiar o produtor de leite?

Como o melhoramento genético pode beneficiar o produtor de leite?

Uma das principais causas da baixa produtividade do gado leiteiro é a qualidade genética do animal. Para produzir mais e melhor, o gado leiteiro precisa, antes de tudo, ter uma boa genética. E é possível investir no melhoramento genético do rebanho.

Isso é possível através da incorporação de genes que possuem características desejáveis para alta produção dentro do rebanho leiteiro e a retirada de genes indesejáveis. É um instrumento com o objetivo de aumentar a produtividade para o fazendeiro leiteiro.

Para o início desse processo é utilizado o critério da seleção: os melhores reprodutores são escolhidos para serem os pais da próxima geração. Esses animais são superiores geneticamente e poderão ser fêmeas ou machos. Porém, na área de bovinocultura leiteira, o mais desenvolvido geneticamente é o macho, pois as características transmitidas aos descendentes, em sua maioria, são os genes do touro.  A seleção de animais superiores também irá corrigir a produção e características indesejáveis nas bezerras.

Como é feita a seleção do touro?

Há duas formas de se avaliar o touro:

Teste de Progênie: é a melhor maneira de conhecer o valor genético de um animal reprodutor. Consiste na coleta do sêmen do touro para a inseminação de vacas leiteiras. Num segundo momento, haverá o acompanhamento do nascimento das bezerras que tenham encerrado sua primeira lactação e a avaliação através da produção dessas bezerras. O processo é em longo prazo e o tempo varia de 5 a 7 anos. Esse teste, além de analisar a genética do animal também leva em conta outras características que influenciam na produção do gado.

Teste Genético: o teste de DNA é realizado através da análise do pelo do touro para identificar as principais características. O ponto positivo desse teste para o melhoramento genético é a facilidade de descobrir animais superiores de forma mais rápida e com menos gastos, por exemplo: em um teste de progênie seria preciso realizar o procedimento com 100 animais para identificar os melhores, no período de conclusão do teste seriam detectados supostamente 10 touros superiores, sendo que o investimento foi realizado para os cem animais. Já o teste genético permite filtrar a quantidade de touros que possuem características superiores antes de iniciar o teste de progênie, ou seja, de 100 touros 50 são selecionados para a continuação do teste, descartando já de início os outros 50, minimizando o investimento com o animal descartado. Por isso, a maneira mais adequada de utilizar esse teste é como complemento do progênie.  

Atualmente existem duas formas de fazer o melhoramento genético, por meio da monta natural e das biotecnologias. Para o produtor que quer aumentar a sua produção de leite o uso das biotecnologias é sem dúvidas a melhor opção, pois os resultados são mais rápidos já que o animal selecionado já é comprovadamente superior.

Ferramentas biotecnológicas

 

As quatro ferramentas biotecnológicas utilizadas para o melhoramento genético dos rebanhos bovinos são:

- inseminação artificial (IA)

- inseminação artificial em tempo fixo (IATF)

- transferência de embrião (TE)

- fertilização in vitro (FIV)

Por meio desses instrumentos de melhoramento genético, os produtores podem melhorar a produtividade do seu rebanho com os embriões criopreservados, agregando valor à sua produção e com bom retorno econômico na atividade leiteira.

Para o aumento em produtividade é preciso que haja melhoramento genético associado a melhorias no manejo do rebanho, porque a quantidade de leite que um animal produz é o resultado da sua capacidade genética e das condições de ambiente que lhe são impostas.

Saiba por que usar a IATF no rebanho leiteiro:

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Fundação Roge

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