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Conheça os diferentes graus da mastite clínica




Conheça os diferentes graus da mastite clínica

Texto baseado no curso “Impacto da mastite na qualidade do leite” no Clube Leiteiro, conduzido pela instrutora M.V.M.Sc.D.Sc. Bruna G. Alves.

 

A mastite é uma inflamação da glândula mamária das vacas. Ela pode, na maioria das vezes, estar acompanhada de uma infecção intramamária, na qual é realizado o diagnóstico do agente causador. Acomete entre 20 a 38% do rebanho bovino brasileiro e causa prejuízos amargos ao bolso dos empresários do ramo. Considerada uma doença de manejo, fica evidente que boas práticas preventivas no sistema de produção são metodologias eficazes contra este problema.

Agentes causadores da mastite

  • Contagiosos: Staphylococcus aureus Streptococcus agalactiae Mycoplasma bovis Corynebacterium bovis.

  • Ambientais: Coliformes (Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Klebsiella sp., Enterobacter aerogenes) Estreptococos ambientais (S. uberis, S. bovis, S. dysgalactiae) Enterococos (Enterococcus faecium, E. faecalis).

Os patógenos maiores ou principais, causam inflamação mais grave e trazem consequências como alta CCS e mastite clínica mais frequente. São eles: E. coli Staph. aureus Strep. uberis Strep. agalactiae Strep. dysgalactiae Mycoplasma spp.

Os patógenos menores ou secundários causam inflamação mais branda, e acarretam: baixa CCS e mastite clínica mais rara. São eles: Staphylococcus não-aureus Corynebacterium spp.

Tipos de mastite

 

De maneira geral, podemos classificar a mastite em:

Mastites clínicas: Quando é possível observar um sinal visível da mastite. 

São divididas em três graus: leve, moderado e grave. É possível fazer o diagnóstico a olho nu. As características podem ser grumos no leite, úbere inchado, o animal em estado de depressão, entre outros.

Mastites subclínicas: Quando não existe nenhum sinal visível. 

Desta forma, só é possível realizar o diagnóstico com testes como CMT e CCS. A mastite subclínica causa perdas econômicas, baixa qualidade do leite, entre outras consequências. 

Graus da mastite clínica

 

A maioria dos casos de mastite é de grau leve ou moderado, mas é possível classificar a doença em 3 níveis:

1) MASTITE LEVE

Mastite clínica

  É o grau de mastite identificado em 60 a 90% dos casos.  Não tem sinais sistêmicos. O animal não tem dor, nem inchaço na glândula mamária. Porém, consegue-se identificar grumos ou flocos de pus no leite. Nesta fase já é muito importante fazer o monitoramento do animal para que não haja evolução do quadro para uma mastite mais grave. 

 Créditos da imagem: Revista Balde Branco

  2) MASTITE MODERADA

Mastite clínica

É o grau de mastite identificado em 10 a 30% dos casos. O leite está anormal, com sinais de inflamação da glândula mamária. Nesta fase o animal já sente dor, fica reativo ao toque e mostra-se incomodado. Além da alteração no leite, geralmente o animal apresenta não mais que 1 dos seguintes sinais: Secreção serosa; menor contração ruminal; desidratação; aumento da temperatura.

Créditos da imagem: Revista Leite Integral

 

3) MASTITE GRAVE

Mastite clínica

Nesta etapa da doença, além do leite estar anormal e a glândula estar inchada, o animal apresenta 2 ou mais dos sinais citados anteriormente. Ele apresenta sinal sistêmico, estando comprometido como um todo. O animal para de comer, fica mais isolado e pode vir a óbito, dependendo muito da gravidade dos sinais, merecendo atenção imediata.

 

Créditos da imagem: FUNDAÇÃO ROGE

 

Os casos, em sua maioria, são de mastites leves ou moderadas, mas é sempre bom lembrarmos o fato de que, para cada caso de mastite clínica no rebanho, há vários casos de mastite subclínica, que é aquela que o produtor não vê. Por isso, o monitoramento frequente é tão importante para antecipar as identificações e as ações devidas, evitando maiores prejuízos.

Um profissional deve ser sempre procurado para avaliar o tratamento dos animais infectados, inclusive para definir a melhor solução em casos de infecção crônica, onde o descarte é considerado uma possibilidade para não comprometer outros indivíduos do rebanho (SILVA,2015).  

 

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Fundação Roge

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