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A Influência dos pais e educadores na formação da autoestima

A influência dos pais e educadores na formação da autoestima

A formação da autoestima é influenciada em boa parte pela maneira com que os pais se relacionam com o filho e pela dinâmica da convivência familiar. A herança afetiva que trazemos da infância interfere diretamente na confiança e na valoração que damos à nós mesmos e, portanto, na forma como enfrentamos os desafios em qualquer etapa da vida. Muitos psicólogos afirmam que para se ter sucesso na vida é preciso uma boa dose de autoestima.

A autoestima é aquele sentimento de valoração pessoal e de confiança que uma pessoa tem em si mesma e que é necessário para perseguir com determinação um objetivo e para alcança-lo de forma bem sucedida.

A formação da autoestima 

 

Muito antes de compreender as palavras uma criança percebe e sente o amor de seus pais, ou de quem cuida dela, pelo modo com que é colocada no colo, a expressão facial de quem cuida, o tom de voz e o seu estado emocional. As primeiras impressões de uma criança a respeito de si mesma advém da qualidade das mensagens não verbais que ela recebe. À medida que ela cresce e vai ampliando sua linguagem, a criança começa a compreender as palavras e vai se descobrindo como pessoa e, dependendo das mensagens que recebe, ela vai se tornando fortalecida ou insegura para realizar as tarefas mais simples de sua rotina. Frases ditas pelos pais tais como: “esse menino é terrível”, “ela não consegue fazer nada sozinha”, “ele é medroso”, “não vai conseguir nunca” ou “vai conseguir fazer tal trabalho”, “tem condições de passar na prova”, “é uma criança linda”, “sempre foi bom filho” soam quase como uma determinação na vida daquela criança e podem interferir significativamente nas relações que estabelece em várias esferas de sua convivência social.

A família é o primeiro grupo social com o qual a criança convive e é na família que ela vivencia suas primeiras experiências de vida, portanto é fundamental que ela passe por vivências positivas e acolhedoras para poder formar uma identidade positiva.

A Psicóloga Inglesa Dorothy Briggs afirma que “para se considerar uma pessoa realmente adequada e sentir-se bem interiormente, a criança precisa de experiências de vida que lhe provem que tem valor e que é digna de ser amada. Não basta dizer à criança que ela é especial. A experiência é que importa. Ela fala mais alto que as palavras”.

Portanto, é fundamental que os pais, educadores da escola e as pessoas diretamente envolvidas nos cuidados diários de uma criança sejam pessoas que saibam dar carinho, tratar a criança com consideração e respeito para nutrir nela uma boa imagem de si mesma e encorajamento para conviver em qualquer ambiente social se sentindo segura e autoconfiante. Não é raro nos depararmos com pessoas que possuem um nível tão baixo de autoestima que muitas vezes nem conseguem acionar seus mecanismos de superação nem mesmo para decidir por aspectos simples de sua vida.

Sempre há tempo de melhorar e evoluir

 

É claro que as vivências familiares não são completamente determinantes na personalidade de uma pessoa, pois cada ser humano é capaz de superar traumas vividos e pode também desconstruir crenças negativas cultivadas pelos seus pais.

Mesmo que o “combustível afetivo” recebido na família não seja ou não tenha sido positivo e que as experiências vivenciadas ao longo da vida não tenham sido edificantes para uma personalidade forte e uma autoestima positiva, ainda assim  está nas mãos de cada pessoa a auto superação e a capacidade de fortalecer seus alicerces emocionais e reconstruir seu amor próprio com coragem e determinação.

Muita atenção ao que é dito!

 

Aos educadores em geral, pais e professores, fica a dica para cuidar da linguagem e da comunicação que utilizam com as crianças e adolescentes, evitando o uso de comparações e afirmações pejorativas, esforçando-se para se conectar com as necessidades emocionais  deles e orientando-os com firmeza e amorosidade.


A autoestima é fator importante no momento da escolha da profissão. Quer dicas sobre como optar por uma carreira?

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Carmem Lúcia Ferreira Alves

Carmem Lúcia Ferreira Alves

Graduada em Psicologia e em Gestão de Recursos Humanos, com extensão em Docência e com especializações em Gestão de Pessoas, em Orientação Profissional de Adolescentes, em Terapia Comunitária Sistêmica Integrativa, em Gestão Educacional e em Gestão de Empresas Produtoras de Leite pelo Sistema MDA. Apaixonada por Educação, atualmente exerce a função de Gestora Educacional e Diretora da Escola Técnica da FUNDAÇÃO ROGE, e considera que o aprendizado constante é a chave para o sucesso profissional e pessoal.