Blog | FUNDAÇÃO ROGE

Robôs que tiram leite: o futuro da ordenha já chegou

Written by Fundação Roge | Ter, out 04, 2016 @ 02:30 PM

Com o desenvolvimento acelerado da agropecuária e do agronegócio brasileiro o sucesso da atividade leiteira e da produção leiteira depende cada vez mais de investimentos na profissionalização dos processos. O mercado consumidor está muito exigente, os custos e a mão de obra qualificada são grandes desafios. Os proprietários de fazendas de leite, diante desse cenário, estão mais atentos e conscientes em relação às novas tecnologias, como por exemplo, a ordenha robótica e o uso da inteligência artificial na gestão de fazendas. Tecnologia já utilizada há mais tempo na Europa, robôs especializados na ordenha já garantem o sucesso de muitas fazendas também aqui no Brasil, trazendo os conceitos da pecuária de precisão para dentro da sala de ordenha.

 

Como funciona a ordenha robotizada?

 

Basicamente, o robô possui um braço mecânico que realiza todas as atividades do processo de ordenha:

  • Entrada e saída dos animais;
  • Fornecimento de concentrado por meio de alimentador automático;
  • Limpeza do úbere e tetos;
  • Colocação e retirada de teteiras;
  • Registro de produção leiteira;
  • Fornecimento de gráficos e planilhas eletrônicas;
  • Realização do pós dipping.

 

Nesse sistema, a grande maioria das vacas decide o melhor momento de ser ordenhada, o que reduz muito os níveis de estresse e melhora o desempenho da produção leiteira dentro da agropecuária moderna.

A ordenha robotizada veio para ficar, e os benefícios que ela proporciona, tanto aos animais, quanto ao produtor, são diversos.

Esses robôs dependem de programação que organiza dados, elabora planilhas eletrônicas, tabelas e gráficos, integrando tudo à gestão de fazendas. Isso permite que o produtor tome decisões mais rápidas e assertivas, inclusive sobre alimentação, sanidade e reprodução.

Mas para que isso funcione adequadamente, é extremamente importante que funcionários capacitados façam a gestão da máquina e do sistema em geral. É necessário o acompanhamento e a atualização constante de dados, o que exige organização e disciplina dos proprietários.

Para analisarmos o custo benefício em ordenha robotizada, cinco principais pilares devem ser considerados: bem-estar animal, retorno financeiro, diminuição da mão de obra, aumento da produtividade e eficiência da gestão de fazendas. Se todos estiverem em equilíbrio, o sistema prospera e gera excelentes resultados dentro da agropecuária de alta performance.

É um novo e promissor mercado de trabalho que se abre para profissionais preparados para atuar com inteligência artificial, pecuária de precisão, drones na agricultura e tecnologias aplicadas à produção leiteira.

 

Leia mais sobre essas mudanças e a necessidade de profissionalização no campo: