A produção de leite, necessariamente, caminha lado a lado com o bem-estar animal, tendo em vista que para uma boa produção a vaca leiteira é dependente de estar em pleno gozo de bem-estar, tanto nas áreas de descanso quanto durante a ordenha, garantindo o conforto das vacas.
Diferentes formas de promover o bem-estar são empregadas com intuito de promover conforto aos animais, que refletem por consequência no aumento da produtividade e lucratividade da bovinocultura de leite.
Vários estudos estão sendo desenvolvidos pelo mundo, utilizando a música na promoção de bem-estar. Desde pesquisas envolvendo seres humanos, quanto pesquisas envolvendo animais. O fato é que na bovinocultura de leite, a música influencia tanto no bem-estar das vacas, quanto no bem-estar do ordenhador.
Utilizada com uma ferramenta para minimizar o estresse gerado nas vacas de leite, a musicoterapia tem efeito direto nos animais e nos funcionários, o que possibilita alcançar resultados surpreendentes quando empregada em propriedades com interações negativas na relação ordenhador e vaca, principalmente naquelas que têm sua produtividade afetada pelo manejo aversivo.
Fisiologicamente, a musicoterapia quando utilizada de maneira correta irá proporcionar ao animal, redução dos níveis de cortisol e de adrenalina, o que reduz o nível de leite residual.
Considerando que agentes estressores relacionados às vacas leiteiras e ao ordenhador estão diretamente ligados a quedas na produção, incidências de mastites e a qualidade do leite, o custo investido na musicoterapia parece ser irrisório, quando comparado com a redução de perdas que promove dentro de uma propriedade.
Contudo, o uso da musicoterapia deve ser aplicada por um profissional capacitado a trabalhar com promoção de bem-estar animal, uma vez que o volume, o ritmo da música e a escolha do local a ser aplicada, devem ser levados em consideração ao usar este tipo de terapia.
A musicoterapia é mais uma das inovações que o homem do campo pode utilizar a favor da bovinocultura de leite. No entanto, sempre é bom lembrar que o “dever de casa” — boa nutrição, manejo racional, genética dos animais, sanidade e controle ambiental — deve estar bem feito antes da adoção de tecnologias e inovações na propriedade.
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