O transporte de bovinos pode gerar grande estresse e refletir diretamente na saúde e produtividade dos animais. As consequências como desidratação e perda de peso podem ser desastrosas e significar complicações sérias relacionadas ao bem estar animal. Vários fatores devem ser considerados e respeitados para que o transporte seja seguro e tranquilo, garantindo o conforto das vacas durante todo o processo.
O bem-estar dos bovinos está no foco dos investimentos dos grandes produtores que têm grande resposta dos animais e produzem assim, um leite diferenciado.
A certificação de bem-estar animal das propriedades já acontece e estabelece normas claras para a criação de bovinos sem dor e sofrimento.
No Brasil, o transporte de bovinos acontece nas rodovias, sendo influenciado por:
O manual de Boas práticas de manejo no transporte elaborada pelo MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em 2013, destaca recomendações fáceis de seguir e que em sua maioria, não exigem investimento financeiro:
Todos os detalhes precisam ser pensados e definidos com antecedência por todos os envolvidos no transporte: a separação do lote, a manutenção do veículo, os horários, a rota, as equipes, etc.
O transporte de bovinos exige documentos. Alguns de responsabilidade da fazenda (GTA-Guia de Trânsito Animal; notas fiscais com origem e destino; identificação dos animais; atestados de sanidade), outros da transportadora (documentos do veículo) e dos motoristas (habilitação). Cada região pode ter exigências específicas de documentação.
A fazenda deve garantir bom acesso aos animais, minimizando riscos de acidente e atolamento. Também é importante agendar a chegada e saída evitando muito trânsito ou outras complicações na rotina da fazenda.
Eles são os responsáveis pelos animais da saída até a chegada, devendo estar em boas condições físicas e mentais, treinados para realizar o trabalho com cuidado e responsabilidade, como parar apenas em áreas sombreadas. Devem conhecer com antecedência a rota da viagem e conferir documentos. Também devem possuir um plano de viagem com os locais e horários de parada. Precisam evitar alta velocidade e movimentos bruscos. Planos de emergência também são bem-vindos.
A utilização de veículos adequados e com a manutenção em dia é fundamental. Devem acomodar bem os animais. Veículos com a parte de trás e as laterais fechadas são muito utilizados para evitar estresse com os movimentos das estradas e a sujeira das fezes e urina nas rodovias. Porém, isso piora a ventilação e complica a inspeção.
Importante: lonas nunca devem ser usadas para cobrir a carga!
É preciso considerar o peso médio dos animais e o comprimento do espaço de carga do veículo. Por exemplo, assumindo que o peso médio dos animais a serem embarcados é de 500kg de peso vivo, basta dividir o comprimento de cada compartimento de carga pelo valor da tabela correspondente abaixo ao peso dos animais no caso: 0,51.
Peso Vivo Espaço linear m/animal
250 0,33
300 0,37
350 0,41
400 0,44
450 0,47
500 0,51
550 0,54
(...) (...)
Adaptada de Tseimazides (2006), dissertação de mestrado, Programa de Pós-graduação em Zootecnia, FCAV-UNESP, Jaboticabal-SP
Os compartimentos de carga devem ter um tapete de borracha e por cima uma grade de ferro quadriculada (30cm x 35cm) para evitar quedas e escorregões.
É preciso cuidado para não deixar espaço entre o compartimento de carga e o embarcadouro.
Importante: jamais os animais devem ser arrastados!
Para aguentar a viagem em pé, os animais precisam estar em boas condições, sem machucados, fraturas ou fraqueza. Durante a viagem, que nunca deve ultrapassar as 12 horas, é muito importante fornecer água com frequência.
Recomenda-se não sair imediatamente após o embarque, dando tempo para uma checagem dos animais. Saia devagar e depois pare para verificar se todos os animais estão de pé. Se deitarem, correm o risco de serem pisoteados.
Após a primeira inspeção logo no início, outras devem ser feitas ao longo do caminho para verificar se há animais deitados e se tudo está bem. Se houver animais deitados, eles precisam ser levantados com comandos de voz, pequenos movimentos ou palmas, a não ser que a viagem já ultrapasse 8 horas de duração. Nunca passe a corda em volta do pescoço do animal, pois há risco de enforcá-lo.
Neste caso deve haver mais espaço e as inspeções devem ser mais frequentes. Animais extremamente debilitados não devem ser transportados.
Deve ser rápido, sem agressões. Os espaços devem estar preparados para receber os animais, os caminhos livre e desobstruídos. Água potável deve estar disponível.
A limpeza e desinfecção do carro deve acontecer logo após o desembarque, assim como a limpeza dos bebedouros de água dos bovinos, reduzindo riscos sanitários.
Assim como o transporte, a temperatura afeta o bem estar do rebanho leiteiro. O estresse térmico em bovinos é uma das grandes preocupações nas fazendas — e deve ser monitorado antes, durante e após o transporte. Quer saber mais sobre esse assunto?
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