Os peixes representam um dos grupos faunísticos de maior diversidade nos sistemas aquáticos. Muitos fatores tornam os peixes como importante fonte de estudo e preservação por parte de cientistas e pessoas relacionadas à área ambiental. Além da pesca, que é uma importante fonte de renda e alimento em diversas regiões, os peixes respondem a uma série de variáveis hidrológicas, de qualidade da água e de outras relacionadas à estrutura do ambiente, servindo como ferramentas para o entendimento da dinâmica de corpos d’água e equilíbrio ambiental.
Estudos de inventário e monitoramento seguem os mesmos procedimentos básicos, como utilização de redes de espera (para amostragens quantitativas), além de redes de arrasto, peneiras e tarrafas (para amostragens qualitativas), variando o uso de acordo com as características de cada local. As ações de resgate de peixes são feitas por meio de acompanhamento durante as atividades de maior alteração do ambiente aquático (como por exemplo, desvio do curso de rios) e contemplam a verificação dos locais de formação de poças e a coleta e soltura dos espécimes que por ventura fiquem presos nesses locais. Em ações de translocação de peixes, são realizadas campanhas nos meses de piracema (entre outubro e fevereiro), e os peixes são capturados a jusante do barramento, marcados e soltos a montante do reservatório.